sábado, abril 19, 2003


Ou talvez nada.

Próxima paragem - conformismo e sono. Ergo-me e prossigo.

A vida nunca esperou por mim, porque hei-de esperar pela vida?

Por agora, sonha-se e chega. Bed time!

sexta-feira, abril 18, 2003

É tudo um grande comboio numa paisagem de estados de alma.

Ontem, padres da liberdade e do simplesmente impingiam-me que a Salvação estava no isolamento. É capaz. Na minha condição de ateu a tempo inteiro, rejeito. Deixar que as estrelas brilhem? E quando elas nos fitam penetrantes, corrosivas, focos de distância e holofotes da insignificância, porque não reflectir o ténue? E beber do brilho, embriagarmo-nos com tudo (não só com álcool)..

O uniformismo é uma hipótese, não todas. Espiritualismo sim, mas o resto também. Impotência, pequenez, e outros romantismos fúteis, são traços do auto-retrato, fugir da condição humana seria razoável?

Sinceramente, não sei, mas também interessa-me afinal de contas, ou não sou eu um mero atrelado do que tem de ser, com sacos de farinha e aveia e coisas para empapar e fazer receitas de um livro imutável e atirá-las ao solo, aos animaizinhos cohabitantes da inutilidade suprema da cruzada do sustento físico e psicológico, do amor-próprio idiota, sentença de morte à auto-crítica e à auto-competição, do refinamento de toda a engrenagem que nos permite a evolução, o progresso, análise mais e mais profunda, sem vertigens de um abismo que tem de ser caído, metro a metro, e embater com o máximo de violência, mas sem sangue nem miolos a voar, não, só com afinação ininterrupta dos passos no solo arriscado de vicissitudes mil. Inconformado, eu? Ahah, não, ligado. Como o sol ali fora a agredir-me e ao meu cantinho escuro (heh). Mas vá, tanto faz.

Gimme a break..

E um segundo dia de férias, submerso numa estaticidade crescente. E repetida. Assassina um pouco o pretexto destas, não fora a conotação ser ela própria um alívio. O que é meio estúpido. Especialmente tendo em conta que nunca mais pus os pés nas aulas.

IRC ligado, hmm por acaso agora até não, o som, este sim, e já agora deixa cá ver se os tais.. Alexis, yep era isso, o quarteto dos três elementos. E aproveito e atiro com uma lista de nomes-jazz, semi-lacuna em quantidade para o que me apetece, e cuja procura vou pondo o kazaa a processar, e..

e...


Dei-me a uma pausa, bilha de oxigénio, major tom to ground control, i can hear you ground control, tou-t'ouvir, e pronto! Pretty much empty now, undressed and skinless, void man in a void world.

Não se encontra nada dos Alexis :(
Talvez mais pela calada..

- bocejo -

Espantoso. Como a multicolor multidão de dias converge para este mesmo início, não restringido a nenhum tempo, nenhum espaço, zero, só à transição do comando, do sub para o consciente.
E como nunca me tinha apercebido tão bem.. por mais óbvio que fosse, não mencionado, por mais natural, não insignificante.
E, tal como este parágrafo que acabei de escrever, paralelo e autónomo do texto que o precede e segue, em nada a mão no barro, apenas. Mas necessário.

Findo isto, o dia abate-se sem estrondo. A meia vontade de ser, de estar na vida, mas completamente difusa e atrapalhada, glóbulos-balões de consistência sem alfinetes, o chá matinal, ah que bem que sabe, é congruente na medida certa. Não tem o sólido, faz pensar que fura a fila para as veias e dá fluidez ao sangue-rampa do activo e reactivo.

Bom, começo de férias, uma ou outra volta à pista, tudo igual. Também, era de esperar. Uma leve brisa de monotonia e o tempero do clima pré-verão. Alguns loops mais, e dou por mim precisamente aqui, nesta linha, onde vocês (ey, tu aí!) estão a chegar agora, empurro o cursor com bocados de côdea mental semi-mastigada. Alguns backspaces. Falta pontaria para o definitivo..

Enfim, está na altura de ter 1 blog. Acho que de vez em quando me vai saber bem, chegar aqui e zás,...
e por ora está desembrulhado. Aguardem, que mais exposições de pequenos nadas-tudos-algos virão, conforme ditar a lei que me impulsiona o súbito.

e ir assim sendo os quadros de mim..